Grass: a HQ histórica que já é um clássico

capa de grass

Grass, ou Grama na tradução brasileira, é o título da graphic novel sul-coreana ( ou manhwa como são chamados os quadrinhos sul-coreanos) que narra a história de Ok-sun Lee. Vendida pela própria família na infância e forçada à escravidão sexual pelo Exército Imperial Japonês, ela é uma das várias mulheres que foram capturadas para servir aos soldados nas chamadas “casas de conforto” espalhadas pela China e por territórios ocupados pelo Japão durante a Segunda Guerra Sino-Japonesa e a Segunda Guerra Mundial, em um dos episódios mais vergonhosos do passado da humanidade. Ok-sun Lee, hoje com mais de 90 anos, se tornou uma importante ativista pela indenização das ‘mulheres de conforto”, e é por meio de seus relatos à autora Keum Suk Gendry-Kim que acompanhamos sua história de vida.

Grass: o que podemos esperar?

A obra que está emocionando o mundo foi traduzida diretamente do coreano pela editora brasileira Pipoca e Nanquim e teve a sua estreia em terras tupiniquins em julho de 2020. São 488 páginas em preto e branco de uma história já mencionada no mercado editorial como um clássico entre as graphic novel. O equilíbrio da narrativa anti-bélica entre os horrores da guerra e a necessidade de sobrevivência da protagonista talvez uma das maiores belezas de Grass.

Escrito pela sul-coreana Keum Suk Gendry-Kim e lançado em 2017 na Coreia do Sul, Grass foi o vencedor do Prêmio Especial Bulles d’Humanité, do tradicional diário francês L’Humanité; entrou para as listas de melhores histórias em quadrinhos de 2019 dos jornais The New York Times e The Guardian; venceu os prêmios The Cartoonist Studio Prize, Big Other Book Award e VLA Graphic Novel Diversity Award; e agora, em 2020, foi indicada para três categorias do célebre Prêmio Eisner, como “Melhor escritor/artista”, “Melhor trabalho baseado em fatos” e “Melhor edição americana de material asiático”.

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